O processo de solda chamado de MIG/MAG é aquele no qual um gás inerte ou ativo tem a função de proteger a poça de fusão das chamadas “interferências físicas”, impurezas do ambiente externo. E assim facilitar a união entre solda e peça, tornando o trabalho mais homogêneo e com um melhor acabamento. Alguns equipamentos de solda disponíveis no mercado são vendidos como máquinas de solda MIG sem gás.

Por outro lado, eles utilizam um processo de soldagem diferente, que leva um material consumível de arame com revestimento interno. Durante o processo de fusão, esse, promete liberar seu próprio gás de proteção, mas cuja eficiência não é a mesma. O argumento principal de quem opta por esse equipamento é seu custo baixo. Mas como eles se comportam quando colocados lado a lado com rivais mais modernos e equipados com alta tecnologia? Confira!

 

Qualidade da solda

Sem os gases inertes ou ativos, até mesmo um profissional experiente pode sofrer com aquilo que concentra o maior número de queixas de quem compra uma máquina de solda MIG sem gás: a qualidade da solda. Os respingos são uma consequência comum, o cordão de solda se torna algo irregular, com acabamento visualmente ruim.

Uma inversora moderna como as da linha Flama, da Boxer, conta com dispositivos tecnológicos que garantem um trabalho eficaz do início ao fim.

O Arc Force, por exemplo, é a função que entra em ação durante a execução do trabalho para fazer com que o resultado final seja um cordão de solda macio, suave e estável. Para isso, ao perceber que o eletrodo pode grudar na peça, a máquina envia um aumento da corrente de soldagem, a chamada força extra. Isso evita que o trabalho se perca ou não seja concluído com precisão.

 

Controle de arco

Na máquina de solda MIG sem gás, não há controle algum sobre a abertura do arco de solda. Assim, basta encostar a ponta do arame na peça que ela inicia o processo de soldagem. O gatilho só tem efeito para controlar o avanço do arame.

Nas inversoras da linha Flama, a tecnologia Hot Start facilita a abertura do arco de solda. Isso faz toda a diferença quando o soldador tem que trabalhar com eletrodos que estão úmidos ou com peças que estão enferrujadas ou sujas. O mecanismo aplicado nas máquinas da Boxer detecta que você precisa de uma ajuda extra. Assim, aumentando a corrente de solda automaticamente durante um curto espaço de tempo. O suficiente para a abertura de um arco perfeito.

 

Quebrou a tocha. E agora?

Nas chamadas máquinas de solda MIG sem gás, a tocha, seu principal acessório, é embutido no equipamento. Se acaso ela apresentar algum defeito – que pode ser causado, por exemplo, por uma queda eventual – seu prejuízo é certo. Como resultado, a máquina terá que ser enviada para uma assistência técnica para a substituição da peça quebrada. Você então fica com o equipamento parado e paga pelo serviço.

 

Máquinas Boxer

Nas máquinas da Boxer capazes de executar o mesmo serviço, a manutenção é bem mais simples e a substituição dessa peça pode ser feita por você mesmo, sem custos adicionais.

A Migflex possui a tocha com sistema padrão internacional Euro Conector, que pode ser substituída a qualquer momento. Além disso, ainda é acompanhada pelos cabos porta-eletrodo e garra negativa, que fazem dela um equipamento multi processos.

No caso das inversoras das linhas Flama e Touch, quem faz as vezes da tocha é um simples e barato porta-eletrodo. Custo benefício assegurado.

 

Arame x eletrodo

O custo do material usado para a soldagem também é um fator de desequilíbrio a favor das inversoras de solda na queda de braço com a máquina de solda MIG sem gás. Enquanto o quilo dos eletrodos usados pelas máquinas mais modernas dificilmente custa mais do que R$ 15,00, a mesma quantidade do arame utilizado pela MIG sem gás sai por aproximadamente R$ 70,00.

Além disso, encontrar o arame – que é vendido em rolos de um quilo – não é tarefa das mais simples. Já os eletrodos, sem limitação de tamanho, estão disponíveis em diversas lojas das cidades.

Durante o processo de soldagem, o arame usado pela máquina de solda MIG sem gás gera muito mais fumaça do que o eletrodo revestido, empregado nas inversoras de solda. Assim, enquanto na MIG sem gás o uso de máscara respiradora é essencial, no caso das inversoras ela nem sempre é necessária.

 

Ciclo da solda MIG sem gás

A exemplo da maioria dos equipamentos, as máquinas de solda MIG sem gás precisam respeitar o ciclo de trabalho. Assim, a cada dez minutos, uma parte é destinada à operação em si e outra para o resfriamento da máquina. No caso da linha de inversoras Flama, isso não é um problema. Já que os equipamentos da Boxer possuem o selo “solda sem parar”, o que permite a utilização em 100% do tempo. Isso vale para qualquer tipo de eletrodo (E7018, E6010, aço inox e alumínio).

A máquina Flama 141BV, por exemplo, solda sem interrupções os eletrodos de 2,50 milímetros. Nos modelos 161BV e 201BV, essa capacidade é para soldar eletrodos de 3,25 milímetros. Já a máquina 221 trabalha com os eletrodos de 4 milímetros de forma ininterrupta. São vários modelos que se adequam às diversas necessidades do dia a dia.

 

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